O ano está só na metade e já conta com inúmeros lançamentos literários de sucesso. Em 2025, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro ficou marcada como a maior edição da história, com uma média de 6,8 milhões de livros vendidos.
Neste primeiro semestre, nomes como Annie Ernaux e Chimamanda Ngozi Adichie voltaram ao posto de destaque acompanhadas de outros lançamentos importantes. Confiram alguns dos melhores, segundo a nossa redação:
Terra Partida, de Clare Leslie Hall (Intrínseca)
O livro, que já tem promessas para se tornar filme, traz uma mistura de romance, mistério e segredos familiares em uma trama envolvente. A história de Beth, dividida entre o amor do passado e a vida que construiu, prende pela tensão crescente e pelas escolhas difíceis que marcam o enredo. Alternando entre passado e presente, o livro emociona ao falar de perdas, lealdades e do poder devastador do primeiro amor.
mãezinha, de Izabella Cristo (Dublinense)
A obra narra a história de Isadora, médica que, ao enfrentar a prematuridade do filho, passa do papel de cirurgiã ao de mãe. No ambiente de UTI neonatal, vínculos inesperados surgem entre mulheres que compartilham medos e pequenas vitórias. O livro conquista pela maneira sensível e sincera de retratar a maternidade e as relações de apoio formadas em meio à vulnerabilidade.
Memória de menina, de Annie Ernaux (Fósforo Editora)
Em Memória de menina, Annie Ernaux revisita sua primeira experiência sexual, episódio que deixaria marcas profundas em sua trajetória pessoal e literária. Meio século depois, a autora reconstrói a si mesma e o contexto da época para compreender os efeitos daquele trauma em sua vida. No livro, Ernaux vem para se reafirmar como uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea, dando atenção às suas dores da juventude de forma honesta e crua.
A Contagem dos Sonhos, de Chimamanda Ngozi Adichie (Companhia das Letras)
Em sua volta aos romances, Chimamanda Ngozi Adichie narra a história de quatro mulheres cujas vidas se entrelaçam entre afetos, perdas e autoconhecimento. Ambientado durante a pandemia, o livro aborda amores passados, desafios familiares e o peso das escolhas. A obra tem conquistado destaque entre os leitores pela sensibilidade ao tratar de temas universais, como maternidade, identidade e os limites do amor.
Meu Nome é Emilia del Valle, de Isabel Allende (Bertrand Brasil)
Um romance cativante sobre identidade, legado e coragem feminina. A história se passa entre os Estados Unidos e o Chile no fim do século XIX, acompanhando a jovem Emilia, que desafia as convenções de seu tempo para se tornar escritora e jornalista. Ao cobrir a guerra civil em sua terra natal, ela descobre não apenas o amor e os horrores do conflito, mas também as verdades ocultas sobre suas origens. A união entre aventuras, dramas e reflexões tornam a narrativa envolvente e sensível.
Sem Despedidas, de Han Kang (Todavia)
A obra, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, mescla memórias e ficção ao acompanhar Kyung-ha, uma escritora que deixa Seul rumo à ilha de Jeju. Enquanto cuida do pássaro de estimação de uma amiga hospitalizada, ela se depara com registros sobre o massacre que devastou a ilha entre 1948 e 1949. A obra tem se destacado por transformar uma tragédia silenciada em uma reflexão urgente sobre luto coletivo, identidade e a necessidade de preservar a memória de um povo.
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