Guia dos acabamentos: dicas de arquitetos para acertar em cada ambiente

Se você está em dúvida sobre qual acabamento escolher para o piso, parede ou bancada da sua casa, saiba que essa escolha vai muito além da estética da decoração. A textura, o brilho e até a sensação ao toque influenciam diretamente no conforto, na praticidade e na durabilidade dos revestimentos, sem falar no impacto visual que eles causam no ambiente.

Para te ajudar a fazer a melhor escolha, reunimos neste guia as características, indicações de uso e cuidados de manutenção dos acabamentos fosco, acetinado, brilhante, texturizado, 3D e esmaltado. E o melhor: com insights de três arquitetas que dominam o assunto.

1. Fosco: conforto visual e estética natural

Projetos assinados pela arquiteta Juliana FabrizziJuliana Fabrizzi Arquitetura/Divulgação

O acabamento fosco tem superfície opaca, sem brilho, ideal para criar uma atmosfera acolhedora e elegante. Ele absorve a luz, disfarça marcas de uso e é muito usado em salas, quartos e áreas secas de banheiros.

“O fosco transmite sobriedade e conforto, perfeito para quem busca um ambiente mais natural e aconchegante”, explica a arquiteta Juliana Fabrizzi. Mas atenção: em áreas como cozinha, pode exigir mais esforço na limpeza, já que a textura opaca tende a reter mais gordura e resíduos.

2. Acetinado: o meio-termo mais versátil

arquitetura Érica Salguero
Projeto assinado pela arquiteta Érica Salguero.Érica Salguero Arquitetura/Divulgação

Com brilho suave e toque aveludado, o acabamento acetinado é o mais versátil e funciona bem em praticamente todos os ambientes. Ele reflete a luz de forma sutil, valoriza as cores e é fácil de manter limpo.

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“O acetinado é equilibrado: tem conforto visual, toque agradável e ótima durabilidade. Por isso, é o mais usado em áreas sociais e íntimas”, afirma Juliana. Segundo a arquiteta Érica Salguero, esse acabamento é uma excelente opção para cozinhas, banheiros e até áreas externas, quando aliado a peças resistentes.

3. Brilhante: impacto visual e amplitude

Arquitetura Juliana Fabrizzi
Cozinha assinada pela arquiteta Juliana FabrizziJuliana Fabrizzi Arquitetura/Divulgação

O brilhante ou polido tem alto reflexo de luz, o que ajuda a ampliar visualmente os espaços e a destacar cores. É comum em cozinhas, halls ou ambientes com proposta mais clássica.

“O acabamento brilhante cria um efeito espelhado, mas evidencia sujeira e riscos. Deve ser usado com critério, principalmente no piso”, alerta Juliana. Além disso, ele pode ser escorregadio, um ponto importante a considerar em áreas molhadas ou de alto tráfego.

4. Texturizado: movimento e personalidade

arquitetura Sabrina Salles
Projeto assinado pela arquiteta Sabrina SallesJulia Hermann/Divulgação
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Revestimentos texturizados trazem relevos que podem simular tecidos, pedras ou desenhos geométricos. Eles adicionam movimento e personalidade ao ambiente, especialmente quando usados em painéis e paredes de destaque.

“Esses acabamentos são tendência por trazerem sofisticação e impacto visual, mas acumulam mais poeira e exigem limpeza frequente com escovas macias ou aspirador”, pontua a arquiteta Sabrina Salles.

5. Revestimentos 3D: profundidade e sofisticação

Os revestimentos 3D são uma evolução dos texturizados: criam volume e profundidade visual, com desenhos mais marcantes. São ideais para lavabos, cabeceiras ou paredes de entrada.

“Eles são perfeitos para destacar uma parede com sofisticação, mas como têm mais relevo, precisam de atenção redobrada na limpeza”, reforça Érica.

6. Esmaltado: praticidade e variedade de estampas

Arquitetura Juliana Fabrizzi
Projetos assinados pela arquiteta Juliana FabrizziJuliana Fabrizzi Arquitetura/Divulgação
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Quando um revestimento é descrito como esmaltado, significa que ele recebeu uma camada de esmalte vitrificado. Essa camada protege a peça, facilita a limpeza e permite maior variedade de cores e acabamentos (brilho, acetinado ou fosco).

“É uma opção funcional e com bom custo-benefício, especialmente para áreas úmidas como cozinhas e banheiros”, diz Érica.

“Os revestimentos esmaltados são mais acessíveis, oferecem muitas estampas, mas têm menor resistência que os porcelanatos técnicos. São ótimos para paredes ou áreas decorativas”, complementa Juliana.

Como escolher o acabamento ideal para cada ambiente

Arquitetura Sabrina Salles.
Projeto assinado pela arquiteta Sabrina SallesJulia Hermann/Divulgação

Cozinha

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  • Acetinado ou técnico (massa única) para piso e bancada
  • Esmaltado ou pastilhas para paredes
  • Evite brilhantes em áreas de gordura

Banheiro

  • Acetinado ou natural no piso
  • Esmaltado ou grande formato no box
  • Foscos e texturizados nas áreas secas para trazer acolhimento
Érica Salguero arquitetura
Projeto assinado pela arquiteta Érica Salguero.Érica Salguero Arquitetura/Divulgação

Sala e quartos

  • Fosco ou acetinado para aconchego
  • Texturizados e canelados em paredes de destaque

Áreas externas

  • Antiderrapante e técnico no piso
  • Acetinado em paredes
  • Evite acabamentos lisos e brilhantes por segurança
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Lavabos

  • Ouse! Canelados, azulejos decorados, pastilhas artesanais e até mosaicos são bem-vindos

Tendências atuais em acabamentos

  1. Superfícies foscas e naturais, que remetem à biofilia
  2. Grandes formatos com juntas mínimas
  3. Revestimentos com textura sutil e cores inspiradas na natureza (argila, areia, cinza vulcânico)
  4. Azulejos esmaltados com brilho leve e estampas retrô
  5. Monolíticos como cimento queimado e resina para superfícies contínuas
  6. Tecnológicos que simulam pedras naturais com resistência superior

Dicas finais para não errar na escolha do acabamento

“Escolher um revestimento vai muito além da estética. Envolve sensações, praticidade, durabilidade e conexão com o estilo de vida de quem vai viver ali”, afirma Juliana.  “É sobre como você quer sentir o espaço no dia a dia, valorizando cada detalhe de forma funcional e duradoura”, completa Sabrina.

  • Observe a peça sob diferentes tipos de iluminação
  • Toque o material e pense no conforto ao uso
  • Avalie o coeficiente de atrito e o nível de absorção
  • Teste com os móveis e materiais do ambiente
  • Escolha algo que te represente de verdade, não só porque está na moda

Seja qual for o acabamento escolhido, o mais importante é que ele dialogue com o seu projeto, facilite a rotina e ajude a criar ambientes que tenham a sua cara, e sejam bonitos, sim, mas também duráveis, confortáveis e funcionais.

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